
O Imortal Kalymor — Card Game
O Imortal Kalymor é um card game brasileiro de fantasia sombria que mistura cartas colecionáveis com elementos de RPG. Ambientado em um universo habitado por vampiros, lobisomens, magos, dragões e outras criaturas sobrenaturais, o jogo permite que cada participante crie seu próprio personagem, distribua atributos e construa um baralho de armas, equipamentos, magias e aliados para enfrentar seus adversários.
- Criadores / estúdio
- Ígor Martins de Menezes — criador do universo de O Imortal Kalymor, escritor, autor do livro de regras e fundador da Imortal Comics. Adriano JS Felix — responsável pela diagramação e pelo design do livro de regras. | Editora Imortal Comics
- Gênero
- Fantasia sombria, fantasia medieval, horror sobrenatural, estratégia, RPG e cartas colecionáveis.
- Estágio
- Jogo lançado comercialmente, com baralho básico físico, manual de regras e uma primeira expansão financiada. A coleção inicial possui 40 cartas de jogo e 20 cartas de atributos, permitindo partidas entre jogadores que possuam seus próprios baralhos. A primeira expansão, Sobrevivente, recebeu financiamento em julho de 2026 e acrescenta 40 cartas ao jogo, incluindo novos equipamentos, itens, perícias e magias. A Imortal Comics também está promovendo uma campanha para produzir playmats e reimprimir o baralho básico. Segundo a editora, a primeira tiragem esgotou em aproximadamente sete meses.
- Plataforma ou formato
- TCG físico com elementos de RPG e construção personalizada de personagens. Utiliza baralhos individuais de pelo menos 40 cartas, além de 20 cartas de atributos por jogador, e permite confrontos entre dois ou mais participantes.
Proposta e universo
O universo de O Imortal Kalymor acompanha Hans Kalymor, um guerreiro cuja existência atravessa séculos de conflitos, perdas e encontros com criaturas que a humanidade passou a considerar apenas parte de lendas e histórias antigas. Sua jornada começa por volta do século XI, em um período no qual comunidades cristãs conviviam com povos e forças sobrenaturais que permaneceriam escondidos do mundo moderno. Uma tragédia pessoal faz Hans abandonar a vida que conhecia e partir em busca de vingança, mas ele logo percebe que sua condição humana não será suficiente para alcançar seus objetivos. Diante dessa limitação, toma uma decisão que transforma definitivamente sua existência, concedendo-lhe a imortalidade e condenando-o a continuar vivendo enquanto tudo à sua volta muda. É a partir dessa escolha que o personagem passa a enfrentar vampiros, magos, monstros e outros seres, acumulando conhecimento, poder e experiências que atravessam diferentes períodos históricos.
A história principal é apresentada inicialmente na trilogia literária escrita por Ígor Martins de Menezes. No presente, Hans procura a Catedral Metropolitana de Florianópolis e inicia uma confissão com um sacerdote, relatando acontecimentos de um passado que o religioso tem dificuldade de acreditar. Durante a conversa, o protagonista revela a existência de um mundo antigo povoado por elfos, anões, dragões, vampiros e outras criaturas, além de explicar como suas escolhas o transformaram em alguém muito diferente do homem que havia sido. A narrativa utiliza essa conversa para aproximar dois períodos: a época medieval, com seus conflitos religiosos e sobrenaturais, e a sociedade contemporânea, que desconhece boa parte de sua própria história. Os três volumes, Sobre Vampiros e Cristãos, Sobre Zumbis e Magos e Sobre Reis e Dragões, acompanham diferentes momentos dessa trajetória, desenvolvendo questões ligadas à vingança, à fé, ao amor, à perda e às consequências de uma vida que parece não ter fim.
A partir das histórias em quadrinhos publicadas pela Imortal Comics, esse universo passa a explorar com maior intensidade os acontecimentos sobrenaturais de Florianópolis. Uma guerra entre vampiros transforma a região da Catedral Metropolitana em um campo de batalha, envolvendo personagens como Baltazar e Malberon, apresentado como o primeiro vampiro do mundo. O aparecimento de um enorme dragão sobre a cidade amplia as consequências do conflito e ameaça revelar à população a existência das criaturas que permaneceram escondidas durante séculos. Hans acaba envolvido nessa disputa, enfrentando inimigos de seu passado e procurando impedir que a guerra provoque consequências ainda maiores. É nesse cenário que se insere o card game, utilizando personagens, armas, magias e criaturas das diferentes histórias para transformar o universo literário em uma experiência de combate estratégico. A proposta permite que o jogador deixe de acompanhar apenas as aventuras de Hans e passe a construir seu próprio caminho dentro desse mundo.
Como funciona
O Imortal Kalymor é um jogo de cartas colecionáveis em que cada participante utiliza seu próprio baralho para enfrentar um ou mais adversários. A principal diferença em relação a muitos TCGs tradicionais aparece antes mesmo de a partida começar: o jogador precisa criar seu personagem distribuindo 20 cartas entre quatro atributos básicos, chamados Força, Inteligência, Destreza e Vida. Essas escolhas determinam as características do personagem e influenciam quais cartas poderão ser utilizadas com maior eficiência. É possível distribuir os atributos igualmente ou criar alguém especializado, com mais força física, inteligência para utilizar habilidades e magias, destreza para realizar determinadas ações ou resistência para suportar danos. Essa liberdade aproxima o sistema dos RPGs de mesa, permitindo que o estilo de jogo seja definido pelas características do próprio participante, e não apenas pelas cartas escolhidas.
Além das 20 cartas de atributos, cada jogador utiliza um baralho com pelo menos 40 cartas diferentes, que representam personagens aliados, armas, equipamentos, magias, itens e habilidades especiais. O campo é dividido em áreas próprias para o personagem do jogador, seus aliados, o inventário e as cartas de controle, com espaços determinados para posicionar os diferentes componentes. Durante o turno, o participante organiza suas cartas, compra novas opções e decide quais ações realizará, podendo colocar personagens em campo, equipar armas, utilizar objetos, lançar magias ou iniciar ataques. Cada ação possui exigências específicas, e muitos custos são pagos utilizando pontos dos próprios atributos. Isso significa que um personagem com muita inteligência pode aproveitar melhor determinadas habilidades, enquanto outro com mais força ou destreza terá vantagens diferentes. As cartas também podem produzir efeitos permanentes, permanecendo em campo, ou instantâneos, resolvidos no momento em que são utilizadas.
O combate utiliza os atributos dos personagens, os equipamentos disponíveis e o posicionamento das cartas para determinar as possibilidades de ataque e defesa. Armas de curto alcance atingem alvos posicionados à frente, enquanto ataques de longo alcance podem oferecer outras opções de escolha. As magias utilizam Mana, recurso que pode ser obtido de diferentes fontes, incluindo a própria energia vital do jogador. Essa relação cria um risco importante: utilizar determinados poderes pode significar sacrificar pontos de Vida, aproximando o personagem da derrota. O objetivo é sobreviver ao confronto enquanto reduz a Vida dos adversários a zero, sendo vencedor o último jogador que permanecer em combate. Como as cartas podem possuir habilidades capazes de modificar situações e interferir nas regras gerais, a partida depende tanto da distribuição inicial de atributos quanto das combinações realizadas ao longo do jogo. É justamente essa relação entre construção de personagem, equipamentos e administração da própria sobrevivência que dá ao Imortal Kalymor sua identidade.
Financiamento coletivo
O desenvolvimento do card game de O Imortal Kalymor vem sendo realizado por meio de diferentes campanhas de financiamento coletivo no Catarse. A primeira campanha específica para produzir o baralho básico aconteceu entre 1º de julho e 31 de agosto de 2025, arrecadando R$ 7.720 de 36 apoiadores, o equivalente a 110% da meta inicial de R$ 7 mil. O financiamento permitiu avançar na produção do conjunto inicial e transformar a proposta, que já fazia parte dos planos de expansão do universo, em um produto físico comercializado pela Imortal Comics.
Em 2026, o jogo recebeu sua primeira expansão, intitulada Sobrevivente. A campanha aconteceu entre 8 de maio e 8 de julho, arrecadando R$ 15.352 de 87 apoiadores e alcançando 205% da meta de R$ 7.500. O financiamento foi destinado à produção de 40 cartas adicionais, incluindo novos equipamentos, magias, perícias e itens. A expansão foi planejada para ampliar as possibilidades de construção dos baralhos existentes, sem substituir o conjunto básico necessário para começar a jogar. Os produtos adicionais também foram apresentados em pacotes de cartas, com previsão de comercialização posterior pela própria editora.
A campanha mais recente, Card Game O Imortal Kalymor — Playmat, está aberta no Catarse e receberá apoios até 9 de dezembro de 2026. Seu objetivo é financiar a produção de tapetes de jogo próprios para os confrontos e a reimpressão do baralho básico, cuja primeira tiragem se esgotou. A iniciativa estabeleceu uma meta de R$ 3.500 e representa mais uma etapa de continuidade do projeto, que procura manter os produtos disponíveis enquanto amplia a linha de acessórios e cartas.




