O nome Infinitas Formas nasce de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, imensa: a de que o mundo — real ou imaginado — parece inesgotável em suas possibilidades.
A inspiração está ligada à célebre expressão “endless forms most beautiful”, presente no encerramento de A Origem das Espécies, de Charles Darwin.
Naquele contexto, Darwin olha para a diversidade da vida e para a capacidade da natureza de produzir, ao longo do tempo, formas incontáveis.
Para o Infinitas Formas, essa imagem encontrou outro território.
O da imaginação.
Mundos que não terminam
Fantasia, terror e ficção científica possuem algo fundamental em comum: todos desafiam os limites daquilo que conhecemos.
A fantasia imagina mundos que nunca existiram.
O terror encontra formas para nossos medos — inclusive aqueles que ainda não sabemos nomear.
A ficção científica olha para aquilo que existe e pergunta o que poderia existir depois.
Em todos esses gêneros há transformação, descoberta e possibilidade.
Novos mundos.
Novas criaturas.
Novas sociedades.
Novos futuros.
Novos medos.
Novas maneiras de olhar para velhas perguntas.
Infinitas Formas tornou-se, assim, uma maneira de representar essa multiplicidade.
Não uma única definição do fantástico, mas todas as formas que ele pode assumir.
Da ciência para a imaginação
A origem da expressão está na ciência, mas sua força ultrapassou esse território.
A ideia de formas incontáveis surgindo, transformando-se e se relacionando encontrou ecos na literatura, na música e em outras manifestações artísticas.
Essa passagem entre ciência e arte também combina com os gêneros que habitam este espaço.
A ficção científica frequentemente nasce do encontro entre conhecimento e especulação.
O terror transforma o desconhecido em experiência.
A fantasia transforma impossibilidades em mundos inteiros.
Em todos eles existe uma pergunta semelhante:
E se as coisas pudessem assumir outra forma?
Por que um farol?
O farol tornou-se o símbolo do Infinitas Formas porque carrega outra ideia essencial ao projeto: exploração.
Um farol existe na fronteira.
Entre terra e mar.
Entre segurança e desconhecido.
Entre luz e escuridão.
Entre aquilo que conseguimos enxergar e aquilo que permanece além do horizonte.
Sua função é orientar — mas não eliminar o mistério.
E talvez seja exatamente essa a relação que buscamos com o fantástico.
Não queremos explicar tudo até que deixe de ser misterioso. Queremos oferecer caminhos para descobrir histórias, autores, universos, criaturas e ideias e, a partir deles, enxergar ainda mais longe.
O feixe de luz não revela todo o oceano.
Revela apenas o suficiente para que seja possível continuar.
Uma luz voltada para o desconhecido
O farol também reúne visualmente os três grandes territórios do projeto.
Pode pertencer a uma história de fantasia, isolado diante de um mar impossível.
Pode ser cenário de terror, cercado por escuridão, tempestade e algo que talvez exista além da luz.
Pode estar no limite de um mundo de ficção científica, funcionando como sinal, observatório ou último ponto conhecido antes do espaço desconhecido.
Por isso ele não pertence exclusivamente a nenhum dos três gêneros.
Ele aponta para todos eles.
Infinitas Formas
O nome representa diversidade, transformação e possibilidade.
O farol representa descoberta, orientação e horizonte.
Juntos, eles resumem aquilo que este espaço pretende ser:
um lugar para acompanhar o fantástico que está surgindo agora, redescobrir aquilo que veio antes e encontrar histórias que talvez ainda estejam escondidas além do alcance da luz.
Porque sempre haverá outro mundo.
Outra criatura.
Outra ideia.
Outra história.
Outra forma.