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Críticas & Análises

Bullying, repressão e puritanismo: o poder nunca foi o maior problema de Carrie

Antes de existir qualquer poder sobrenatural, Carrie White já vive numa realidade em que seu corpo parece pertencer mais aos outros do que a ela. A mãe determina como deve se vestir, o que pode saber e quais mudanças físicas precisam ser interpretadas como pecado; na escola, as colegas decidem que sua aparência, seus gestos e sua falta de experiência podem ser transformados em motivo de diversão. Quando Carrie menstrua pela primeira vez no vestiário e acredita que está morrendo, o problema não é apenas desconhecer um processo biológico básico. Ela chega à adolescência sem instrumentos para compreender aquilo que acontece consigo porque praticamente todas as pessoas responsáveis por ajudá-la a crescer ensinaram alguma forma de vergonha. Stephen King começa sua história nesse ponto e nunca se afasta completamente dele, mesmo quando a telecinese passa a ocupar um espaço cada vez maior.

A nova adaptação colocou Carrie novamente em circulação neste mês e oferece um bom motivo para retornar a uma história que já recebeu várias versões. Não é necessário transformar esse momento numa discussão sobre qual adaptação é melhor ou numa lista de diferenças entre o romance, o filme de Brian De Palma e a série mais recente. O que chama atenção é justamente o quanto o centro da obra consegue sobreviver às mudanças de época. As roupas, a linguagem, a escola e os instrumentos utilizados para humilhar alguém podem ser atualizados, mas Carrie continua sendo uma adolescente tentando descobrir quem é num ambiente que já decidiu por ela quem deveria ser. O sobrenatural amplia essa situação, porém o desconforto mais reconhecível vem de experiências que não dependem de poderes telecinéticos.

A história costuma ser lembrada pela imagem de Carrie coberta de sangue no baile, e é compreensível que seja assim. É uma das cenas mais conhecidas do horror moderno, repetida, homenageada e parodiada tantas vezes que se tornou possível reconhecê-la mesmo sem ter lido o livro ou visto o filme de 1976. Só que a força daquela imagem depende de tudo que aconteceu antes dela. O sangue do porco não cria a raiva, a vergonha ou a sensação de abandono de Carrie naquele instante; ele encontra uma adolescente que já passou anos sendo ensinada a desconfiar do próprio corpo e a esperar crueldade sempre que chama atenção. Sem essa história anterior, o baile seria apenas uma vingança sobrenatural bem encenada.

Aviso de spoilers: a partir daqui, o texto comenta acontecimentos centrais do romance de Stephen King e da adaptação de Brian De Palma, incluindo o baile e partes do desfecho. Não há spoilers da nova série além de sua premissa e de elementos divulgados publicamente antes e durante o lançamento.

Um corpo que Carrie aprendeu a temer

A abertura no vestiário resume de maneira brutal a diferença entre passar pela puberdade e possuir condições para compreendê-la. Para as outras garotas, a menstruação pode causar desconforto, vergonha ou simplesmente fazer parte da rotina, mas existe uma linguagem para nomear aquilo que está acontecendo. Carrie não possui sequer essa proteção mínima. Quando vê sangue, acredita que está ferida ou morrendo, e o desespero diante das colegas torna sua ignorância mais uma oportunidade para que seja ridicularizada. A cena não depende apenas da crueldade adolescente: depende de uma mãe que deliberadamente impediu a filha de aprender sobre o próprio corpo e transformou informação básica numa ameaça à moral religiosa que construiu dentro de casa.

Margaret White não controla Carrie somente através de proibições explícitas. A forma mais profunda de controle consiste em ensinar a filha a vigiar a si mesma, interpretando mudanças naturais, desejos e curiosidade como sinais de que alguma coisa dentro dela está errada. Carrie não precisa ter a mãe ao lado em todos os momentos para sentir culpa, porque a culpa já foi incorporada à maneira como entende o mundo. Isso torna a relação entre as duas mais perturbadora do que seria se Margaret fosse apenas uma figura cruel sem qualquer convicção por trás de seus atos. Ela acredita que está protegendo a filha, e justamente essa certeza permite que violência, isolamento e humilhação sejam apresentados como cuidado.

O corpo ocupa uma posição difícil nessa relação. Ele cresce independentemente da vontade de Carrie, produz sensações que sua educação não consegue explicar e a aproxima de uma vida adulta que Margaret considera moralmente perigosa. Ao mesmo tempo, esse amadurecimento coincide com o fortalecimento da telecinese, fazendo com que autonomia física e poder sobrenatural avancem juntos. King não precisa sugerir que menstruação provoca poderes para que a relação entre as duas coisas seja significativa. A adolescência introduz mudanças que Margaret já não consegue impedir, e os poderes tornam literal aquilo que vinha acontecendo de maneira emocional: Carrie está começando a possuir partes de si mesma que sua mãe não controla completamente.

Essa associação também explica por que a história provoca leituras tão diferentes sobre feminilidade e horror. Existe uma tradição antiga de representar o corpo feminino como fonte de mistério, ameaça ou descontrole, e Carrie certamente trabalha com imagens que pertencem a esse repertório. O sangue, a puberdade, a sexualidade reprimida e a transformação de uma adolescente aparentemente frágil numa figura capaz de destruir um ambiente inteiro tornam essa relação evidente. Ao mesmo tempo, o romance oferece elementos suficientes para perceber que o problema não está no corpo de Carrie, mas no modo como esse corpo foi interpretado e regulado por outras pessoas durante toda a vida.

O medo de Margaret não impede que Carrie amadureça; apenas torna o amadurecimento mais doloroso e solitário. A mãe pode esconder informações, condenar vestidos, proibir relacionamentos e tentar impedir a filha de participar da vida social, mas não consegue interromper as transformações que já estão acontecendo. Quando Carrie começa a perceber que talvez as explicações maternas não sejam verdades absolutas, surge uma mudança importante na relação entre as duas. A telecinese lhe oferece uma força que nunca teve, porém a descoberta mais significativa talvez seja perceber que a autoridade da mãe também possui limites.

Humilhar Carrie funciona porque todo mundo já aprendeu que pode fazer isso

O sofrimento de Carrie na escola não nasce de uma única inimiga especialmente cruel. Chris Hargensen leva essa crueldade a um extremo deliberado, mas o ambiente escolar inteiro já estabeleceu Carrie como alguém cuja humilhação é socialmente aceita. As roupas erradas, a falta de habilidade para interpretar situações comuns entre adolescentes e uma educação doméstica completamente distante da experiência dos colegas fazem dela um alvo fácil. Uma pessoa começa a rir, outra acompanha e, em pouco tempo, participar da agressão se torna menos arriscado socialmente do que demonstrar solidariedade com quem está sendo atacado.

Essa dinâmica aparece de forma clara no vestiário porque a violência é coletiva. Não existe necessidade de um plano elaborado para que a situação se torne brutal; basta que um grupo perceba a vulnerabilidade de alguém e reconheça naquela vulnerabilidade uma possibilidade de entretenimento. Isso não elimina responsabilidades individuais, mas mostra como a crueldade pode se tornar parte de uma cultura sem que todos os participantes precisem acordar decididos a destruir outra pessoa. Carrie ocupa uma posição tão consolidada dentro da hierarquia escolar que mal precisa fazer alguma coisa para provocar riso.

A reação dos adultos melhora pouco esse quadro. A professora de educação física percebe que alguma coisa grave aconteceu e tenta responsabilizar as garotas, mas uma punição pontual não desfaz anos de comportamento permitido ou tolerado. Sue Snell reconhece a própria participação e tenta agir de outra maneira, porém também descobre que arrependimento não consegue voltar no tempo. A história fica mais interessante justamente porque não coloca todas as pessoas ao redor de Carrie no mesmo lugar moral. Há crueldade consciente, comportamento de grupo, omissão, culpa, desejo de reparação e adultos que percebem apenas parte do problema.

Sue é especialmente importante porque impede que Carrie transforme adolescência numa categoria genérica de maldade. Ela participou da humilhação e depois consegue enxergar aquilo que fez, demonstrando uma capacidade de revisão que Chris não possui. Sua tentativa de aproximar Tommy de Carrie é imperfeita e pode até carregar uma expectativa ingênua de que uma noite agradável consiga compensar anos de isolamento, mas existe ali uma mudança real. King reconhece que adolescentes podem ser violentos uns com os outros sem assumir que essa violência define para sempre todas as pessoas que participaram dela.

O baile ganha força justamente porque Carrie chega até ele depois de experimentar pequenos sinais de que talvez essa posição social não seja definitiva. Tommy conversa com ela sem tratá-la como piada, outras pessoas conseguem observá-la de maneira diferente e a própria escolha de um vestido representa uma tentativa de construir uma identidade que não foi determinada pela mãe. Durante algum tempo, Carrie participa de uma experiência adolescente que sempre lhe pareceu proibida. Ela dança, recebe atenção e começa a aceitar a possibilidade de que talvez consiga existir naquele espaço sem ser imediatamente lembrada de tudo aquilo que a torna diferente.

A armadilha do sangue destrói mais do que uma noite agradável porque confirma o medo mais antigo de Carrie no momento exato em que ela começava a duvidar dele. Ela acreditou que poderia entrar naquele mundo e descobre, diante de todos, que sua vulnerabilidade havia sido transformada novamente em espetáculo. A repetição do sangue do início cria uma continuidade dolorosa: primeiro, Carrie sangra sem entender o próprio corpo e é ridicularizada por isso; depois, outra pessoa utiliza sangue deliberadamente para devolvê-la ao mesmo lugar de vergonha pública. O segundo episódio encontra uma Carrie diferente porque, entre uma situação e outra, ela descobriu que consegue responder.

Ter poder não significa saber o que fazer com ele

A telecinese poderia facilmente transformar Carrie numa fantasia simples de revanche. Uma jovem maltratada durante anos descobre uma força extraordinária e finalmente consegue devolver aos agressores tudo aquilo que sofreu. Existe uma satisfação compreensível nessa possibilidade, especialmente porque o leitor passou tanto tempo observando pessoas capazes de machucá-la sem consequências proporcionais. Brian De Palma entende muito bem essa dimensão ao construir o baile como um momento em que o terror e uma espécie de catarse aparecem juntos.

O problema é que a violência de Carrie não permanece limitada às pessoas diretamente responsáveis pela armadilha. Quando ela perde o controle, a capacidade que poderia representar autonomia passa a ampliar todo o medo e toda a raiva que nunca aprenderam uma forma saudável de expressão. Os poderes não chegam acompanhados de maturidade emocional, apoio, educação ou compreensão das relações ao redor. Carrie pode mover objetos e enfrentar fisicamente pessoas que antes podiam atacá-la sem resistência, mas continua sendo a mesma adolescente que passou anos sem ferramentas para interpretar o mundo social em que vive.

Isso torna a ideia de poder muito menos confortável. A telecinese resolve uma desigualdade concreta, porque Carrie deixa de ser fisicamente impotente diante dos outros, mas não resolve o processo que formou sua relação com eles. O isolamento continua existindo, a incapacidade de confiar continua ali e a vergonha acumulada não desaparece apenas porque agora existe força suficiente para responder. O sobrenatural não cura a personagem; apenas altera radicalmente o alcance de suas reações.

Também seria simplista tratar a violência como consequência inevitável do bullying, porque milhares de adolescentes passam por experiências semelhantes sem se transformar em assassinos. O interesse da história está justamente no exagero proporcionado pelo fantástico. King pega elementos reconhecíveis de uma adolescência marcada por abuso, isolamento e humilhação e acrescenta uma capacidade impossível, permitindo observar até onde aquele conjunto poderia chegar num universo em que uma explosão emocional também consegue mover objetos, fechar portas e matar pessoas.

O contexto não absolve Carrie, mas impede que sua transformação seja interpretada apenas como revelação de uma natureza monstruosa que sempre esteve escondida. A história dedica tempo demais a mostrar como aquela adolescente foi formada para aceitar uma explicação tão fácil. Família, escola e colegas participaram de maneiras diferentes da construção de alguém que aprendeu a relacionar exposição com perigo e proximidade com possibilidade de agressão. Quando o poder finalmente aparece, encontra uma pessoa que quase nunca experimentou autonomia em condições seguras.

Essa talvez seja a parte mais triste da telecinese em Carrie. O poder poderia representar liberdade, mas chega antes que Carrie saiba o que uma vida livre poderia ser. Ela possui força suficiente para desafiar a mãe e destruir o ambiente ao redor, porém quase nenhuma experiência de existência independente sobre a qual construir alguma coisa depois. A capacidade sobrenatural amplia suas possibilidades materiais sem conseguir preencher tudo aquilo que anos de repressão deixaram ausente.

Uma nova adaptação muda os instrumentos, mas não precisa mudar o problema

A chegada de outra versão de Carrie naturalmente produz a pergunta sobre o que ainda poderia ser acrescentado a uma história adaptada tantas vezes. Brian De Palma criou imagens que se tornaram praticamente inseparáveis da personagem, e qualquer nova produção precisa conviver com o fato de que boa parte do público já sabe o que acontece no baile antes mesmo de começar a assistir. Tentar competir apenas em escala, violência ou fidelidade não parece suficiente. O espaço mais interessante está em observar o que significa ser uma adolescente isolada agora, num ambiente social diferente daquele que King conhecia em 1974.

A própria estrutura da humilhação mudou bastante. O grupo que ri de alguém no vestiário continua existindo, mas agora uma agressão pode ser registrada, publicada, compartilhada e recuperada muito tempo depois de o acontecimento físico ter terminado. Para uma personagem cuja história depende da dificuldade de escapar do olhar dos outros, redes sociais e exposição digital não são simples atualizações decorativas. Elas ampliam uma lógica que já existia na obra original: a vergonha deixa de pertencer apenas ao momento vivido por Carrie e passa a circular entre pessoas que sequer estavam presentes quando aquilo aconteceu.

A série recente pode explorar esse ambiente sem precisar substituir o que sempre tornou a história desconfortável. O centro continua sendo uma adolescente que não possui um espaço realmente seguro. A escola oferece julgamento e humilhação; em casa, Margaret oferece repressão; qualquer tentativa de construir uma identidade própria exige enfrentar alguém que já estabeleceu regras sobre aquilo que Carrie deveria ser. A tecnologia contemporânea apenas reduz ainda mais as fronteiras entre esses espaços, porque aquilo que acontece entre colegas pode acompanhar uma pessoa até dentro de casa.

Isso ajuda a explicar por que Carrie não envelheceu apenas como retrato de uma escola norte-americana dos anos 1970. A história fala de algo mais elementar na adolescência: a necessidade de descobrir quem somos enquanto dependemos intensamente do modo como outras pessoas nos enxergam. Poucas fases da vida combinam de maneira tão forte transformação física, desejo de pertencimento e medo de julgamento. Carrie vive tudo isso numa intensidade extrema porque praticamente nenhuma das relações ao redor oferece condições para experimentar essas mudanças sem culpa.

A nova adaptação também chega num momento em que bullying costuma ser discutido com uma linguagem mais clara do que há cinquenta anos, mas reconhecer um comportamento não significa ter resolvido o problema que ele representa. Escolas possuem protocolos, famílias podem acessar informações sobre saúde mental e adolescentes sabem nomear formas de agressão que antes eram tratadas como parte inevitável do crescimento. Ainda assim, grupos continuam construindo pertencimento através da exclusão de alguém e pessoas continuam descobrindo que a violência social pode encontrar novos instrumentos muito mais rápido do que instituições encontram formas de lidar com eles.

A permanência de Carrie está ligada a essa capacidade de atravessar mudanças tecnológicas sem depender delas. A telecinese é extraordinária, mas uma história em que uma adolescente é ensinada a odiar o próprio corpo, ridicularizada por não conhecer códigos sociais e castigada por tentar construir autonomia continua perfeitamente reconhecível. O horror sobrenatural aumenta as consequências desses conflitos, porém não precisa criá-los.

A imagem do baile permanece tão forte porque reúne num único momento elementos que o romance vinha preparando desde o início. Corpo, sangue, vergonha, desejo de pertencimento, exposição pública e violência aparecem ao mesmo tempo, e o poder de Carrie transforma aquilo que seria mais uma humilhação em uma catástrofe. O que aconteceu naquela noite não pode ser explicado apenas pelo balde colocado sobre o palco, assim como a personagem não pode ser compreendida apenas pela telecinese. O desastre depende de tudo que veio antes.

Voltar a Carrie quando uma nova adaptação chega ao público faz sentido justamente porque a obra permite separar atualização de permanência. Uma série contemporânea pode mudar tecnologias, relações escolares, linguagem e referências culturais, mas precisa preservar o desconforto de acompanhar alguém tentando crescer enquanto os outros parecem sempre chegar primeiro à definição de quem ela é. Stephen King construiu uma história sobrenatural sobre uma adolescente com um poder impossível, mas grande parte de sua força continua vindo de experiências que nunca exigiram elemento fantástico algum.

Talvez o aspecto mais difícil de Carrie esteja justamente no fato de que a tragédia poderia ter começado a mudar muito antes de qualquer pessoa descobrir a telecinese. Informação sobre o próprio corpo, uma relação familiar menos baseada em medo, colegas capazes de interromper uma humilhação coletiva e adultos atentos ao isolamento teriam alterado muito mais a vida de Carrie do que qualquer tentativa posterior de conter seus poderes. Nenhuma dessas coisas oferece uma solução simples para tudo, mas todas apontam para o mesmo problema: ela precisava aprender a existir sem sentir que sua presença era, por si só, motivo de vergonha.

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Fontes consultadas

  • KING, Stephen. Carrie. Nova York: Doubleday, 1974. Romance original e principal referência para a construção de Carrie White, Margaret White, Sue Snell, Chris Hargensen e para a relação entre puberdade, telecinese, humilhação e violência.
  • STEPHEN KING — “Carrie”. Site oficial de Stephen King. Registro editorial do romance, publicado originalmente em 5 de abril de 1974, com sinopse oficial e informações sobre a criação da personagem.
  • MITCHELL, Neil — “Carrie: 5 films that influenced Brian De Palma’s teen-horror classic”. British Film Institute, 2 nov. 2016. Referência para a adaptação de 1976, sua importância para o horror adolescente e sua abordagem de bullying, fanatismo religioso, vingança e amadurecimento feminino.
  • NEWLAND, Christina — “Carrie”. In: “10 great films from 1976”. British Film Institute. Análise da sequência do baile, do trabalho visual de Brian De Palma e da relação entre puberdade feminina, humilhação e violência.
  • MULCAHY, Laura — “‘Plug It Up!’: The Traumatic Female Coming-of-Age Story in Stephen King’s Carrie and It”. Comparative American Studies, v. 20, n. 1, 2023. Estudo sobre puberdade, corpo feminino, trauma e amadurecimento na obra de Stephen King.
  • REUTERS — “Mike Flanagan reimagines ‘Carrie’ for new generation facing cyberbullying, active shooter drills”. 6 out. 2026. Entrevista e reportagem utilizadas apenas para contextualizar a nova adaptação e sua aproximação com formas contemporâneas de bullying e exposição social.
  • AMAZON MGM STUDIOS / PRIME VIDEO — “Carrie”. Material oficial da série, outubro de 2026. Fonte para informações gerais sobre a nova adaptação e seu lançamento. Nenhum acontecimento específico da série foi utilizado na análise.

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